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( Coluna Espaco Vital - 29.04.2005 )

Uma corte norueguesa sentenciou, anteontem,  uma mulher a nove meses de prisão por violentar sexualmente um homem.  É a primeira condenação do tipo no país escandinavo, que se orgulha pelo seu igualitarismo. Segundo o processo, o homem, 31 anos, dormia em um sofá durante uma festa, em janeiro do ano passado. Depondo, ele disse no tribunal da cidade de Bergen que "acordou com uma jovem de 23 anos fazendo sexo oral nele".

  Segundo a legislação norueguesa, quaisquer atos sexuais com alguém que esteja "inconsciente ou que por outras razões não pode se opor ao ato" são considerados violação. A corte sentenciou a mulher a nove meses de prisão e ordenou a ela que pague 4.500 euros em recompensa ao lesado.

  "Essa é uma sentença muito severa", afirmou o advogado Per Magne Kristiansen, que defende a mulher. A tese que ele sustentou foi a de que a sua jovem cliente "somente praticou o ato porque o homem estava acordado e consentiu com o sexo oral - até gostando".

  O promotor pediu dez meses de prisão e argumentou que a corte não poderia ser mais tolerante com uma mulher do que com um homem. Foi a primeira vez que uma mulher foi condenada por violação sexual na Noruega. A legislação também não permite que, nesse tipo de processo, as partes tenham seus nomes divulgados. O país tem uma longa tradição de igualdade entre sexos - 40% dos funcionários do gabinete do primeiro-ministro Kjell Magne Bondevik, por exemplo, são mulheres.

  Apesar de muitas revistas turísticas citarem Bergen como, apenas, uma "vila pesqueira" ou "cidade medieval", ela é a segunda cidade da Noruega, com 200 mil habitantes.  Em 1200 chegou a ser a capital da Noruega.

 

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